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Movimentando a carreira

quinta-feira, agosto 28th, 2008

Como eu desejava, minha carreira musical está começando a pegar no breu. Acho que estou experimentando um sucesso “repentino”. Mas, para isso, estou me preparando há 16 anos.

Mais do que ter o trabalho reconhecido, a vantagem de ter mais visibilidade é saber que mais pessoas poderão ter acesso a sua obra, logo, a mensagem vai chegar ao seu destino. Isso me faz feliz, muito mais do que os tapinhas nas costas e os parabéns. É esse o meu objetivo principal.

Ninguém em sã consciência se dedicaria por 16 anos para ter 5 minutos de fama. Se não fosse o alvo maior, idealista, teria desistido. Não teria valido a pena se fosse só pelo oba-oba. Mas, saber que essa música tem confortado o coração dos meus companheiros de batalha me realiza.

Diariamente tenho recebido mensagens de apoio. Numa delas eu li: “Sua música é a trilha sonora do filme que é a minha vida real” isso basta pra mim.

Nessa terça-feira teremos o coquetel de lançamento do CD Profissão Coragem, as 19h, na Galeria Metrópole, no Centro de São Paulo. Na outra terça, dia 9, acontecerá o show no bairro do Bixiga. E, se Deus quiser, em breve gravarei meu DVD.

Esses compromissos estão me deixando um pouco distantes do blog, mas assim que for sobrando um tempinho eu passo aqui e vou deixando as novidades.

Sou gambé

terça-feira, julho 8th, 2008

Em todos Estados os policiais ganham apelidos. Uns mais, outros menos pejorativos, mas todos ganham. Aqui em São Paulo é Gambé.

Andei procurando pra saber o que é Gambé. Perguntei para os policiais mais antigos inclusive. A informação que achei mais coerente encontrei na internet.

1. gambé
Enviado por Fellipe (SP) em 16-02-2008.

Policial, homem da lei.

O termo surgiu por conta da prática de grampos na rede telefônica feitos pelo setor de inteligência da polícia - referenciando-se assim ao inventor (histórico) do telefone, Alexander “Graham Bell”. A gíria surgiu nas grandes periferias de São Paulo. Os gambé tão subindo o morro!

Como fiquei a vida inteira ouvindo esse apelido, acabei fazendo a música “Sou Gambé”, que está no CD “Profissão Coragem”, que lanço em agosto. Contei com a participação da banda de reggae Planta e Raiz, que tocou pra mim.

Sargento Lago

Por que eu canto?

domingo, junho 29th, 2008

Desde pequeno fui criado num convívio musical. Meu pai era saxofonista amador, mas seu amor pela música acabou nos alcançando também. Como autodidata me iniciei no violão e depois no cavaquinho. Logo percebi que também queria fazer as minhas músicas, e assim descobri que tinha o dom para tal.

Em 1996 gravei um CD. Todas as composições eram de minha autoria. Eram canções que falavam de amor, basicamente. Porém, por falta de oportunidade para divulgar o trabalho, sequer mandei fazer as cópias. Guardo comigo até hoje a matriz que não foi reproduzida.

Em 1997, quando trabalhava no policiamento, comecei observar que não existiam canções que retratassem a rotina policial senão para depreciar os profissionais responsáveis por esse trabalho. Então decidi mudar esse quadro. Gravaria um CD só com músicas sobre o tema.

Enquanto projetava esse trabalho, descobri que seria muito bom ter um parceiro. Então a escolha de um não foi difícil, já que anteriormente o Capitão Rivaldo já tinha sido meu parceiro em algumas canções. Falei com ele que aceitou de imediato.

O resultado foi o lançamento do CD “De Polícia”, em 2000, que teve uma repercussão muito boa na mídia e nos quartéis. Foram vendidos cerca de 5 mil CDs, de forma artesanal.

Com a passagem para a reserva, meu parceiro decidiu priorizar outros projetos, então segui o meu caminho.

O que me move lançar o próximo CD, que se arrasta numa novela de quase 4 anos, são as mensagens que recebo quase que diariamente para continuar nessa caminhada de apoio aos policiais, através da música. Algumas estão aqui no blog em depoimentos.

O meio artístico é muito difícil. As lições de comprometimento, lealdade e disciplina que aprendi no quartel nem sempre são aplicadas no show business. Logo, o que foi acertado numa reunião cheia de boas intenções, não vale nada no dia seguinte.

O lado bom da minha experiência artística é que a exerço por objetivos idealizados. Essa é a minha satisfação. O meu sustento não depende dessa atividade. Porém, não posso bancar esse ideal. Por isso a busca por parcerias, que felizmente tem surgido.

Já tenho a nova data para lançar o “Profissão Coragem”. Mas aviso apenas no dia em que chegar as caixas de CD, direto da Zona Franca de Manaus.

Como policial sirvo a sociedade. Como músico, aos policiais.

Matéria sobre meu trabalho: Jornal da AFAM

segunda-feira, junho 16th, 2008
AFAM