Archive for the ‘Amigo’ Category

Deixa eu…

quarta-feira, novembro 12th, 2008


Em 1986, logo após ser promovido a graduação de sargento (13/9/85), fui transferido para a 3ª Companhia do CFAP, no bairro do Rio Pequeno, na Zona Oeste de Sampa. Lá comecei ministrar aulas para os alunos do curso de Cabos.

Como logo no início do ano, nas férias, tinha ido a passeio para Salvador/BA e no auge dos meus 26 anos, voltei cheio de swing e curtindo muito samba.

Também chamava atenção devido as camisas coloridas que usava e pelo jeito descontraído, sempre brincando. Postura essa que era criticada por estar trabalhando numa Unidade-escola.

Eu tinha uma forma diferente de me relacionar com os alunos, priorizava a orientação. Deixava as anotações em caderno de conduta (que transformava em punição) como último recurso.

Percebendo essa característica, o aluno cabo Salomão, que era Laranjeira (que dorme no quartel por morar longe e só vai pra sua casa nos finais de semana) e morava em Campinas/SP, me disse: Sargento, o meu irmão virá no próximo curso. O senhor vai gostar dele. Tem a sua idade e é sambista.

Tempos depois apareceu pra fazer o curso o irmão do Salomão: Marcos Donizete dos Anjos. Logo me procurou, no intuito de arrumar alguma peixada para não pegar escalas nos finais de semana e poder ir para Campinas, onde estava noivo. Como era minha incumbência montar a bandinha que tocava nas formaturas, arrumei essa boquinha pra ele e, como privilégio pela dedicação durante toda a semana, nas sextas-feiras a tarde poderia ir tranqüilamente para a sua casa.

Contudo, quase toda noite eu buscava o aluno no alojamento, às vezes já se preparando para ir dormir, e levava pra Osasco/SP, cidade da Grande São Paulo, vizinha ao bairro que estávamos, pra fazer um samba. Bons tempos que deixaram saudades…

Com a formatura, Anjos voltou para seu batalhão em Campinas e nos vimos apenas mais algumas vezes, quando fui aplicar prova para concursos, em sua cidade.

Tempos depois as rádios de São Paulo começaram tocar a música “Condor”, do Grupo Clave de Azes. Foi sucesso estrondoso. Salomão, agora sargento, como seu irmão, me ligou e deu a notícia. Anjos tornou-se o Markinhos Sargento, autor e cantor do novo sucesso.

Recentemente estive em Campinas, conforme postei aqui, e fui recepcionado por muitos amigos, entre eles, já com novo nome artístico, Markinhos do Clave, o Marcos Donizete dos Anjos.

É assim que a vida fica mais agradável. Fazendo amigos. Depois, recordando.

Garra e persistência

sexta-feira, julho 25th, 2008

Hoje recebi o meu novo CD “Profissão Coragem”, por volta das 15h30. Foi mais uma vitória da garra e da persistência.

Foi pensando nisso que lembrei de uma amiga que está emprestando o encanto do seu cantar nesse trabalho, a cantora Adryana Ribeiro.

Eu a conhecia, como a maioria das pessoas, pela TV e rádio. Mas em 2006, quando fiz a música “Sendo Você”, para homenagear os policiais no Natal daquele ano, a convidei para fazer parceria com o Marcinho do Art Popular e, para felicidade geral, ela aceitou.

Desde o primeiro contato ficou evidenciado o seu nível de profissionalismo. O resultado foi excelente, como não poderia deixar de ser. A partir de então tive o privilégio de estreitar o relacionamento com essa cantora maravilhosa.

Seus dotes vocais dispensam comentários, todos conhecem. Mas, por trás dessa artista talentosa também tem uma pessoa íntegra e também dedicada a ajudar os amigos e a quem estiver ao seu alcance.

Estivemos juntos no lançamento do livro do Walcyr Carrasco e pude perceber o quanto é querida pelos seus fãs, artistas e profissionais de imprensa. Só consegue isso se de fato for uma pessoa diferenciada, e ela é.

Sua carreira musical, que já colecionou muitos louros, merece uma superprodução a altura do seu talento. E é por isso que torço diariamente.

Infelizmente andam valorizando dotes físicos e não artísticos e, apesar de também possuí-los, tem a sensatez e a dignidade de apenas cantar.

Nesse momento feliz de conquista, simples, mas significante, quero oferecer e dividir essa alegria com ela.

Capitão Rivaldo, o amigo

domingo, julho 13th, 2008


Valorizo muito uma amizade. Ter um amigo é ter um bem muito valioso. Por isso quero falar da minha amizade com o Capitão Rivaldo.

A gente se encontrou pela primeira vez numa roda de samba na Associação Desportiva Polícia Militar (ADPM), no Bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. Ele aproveitou uma daquelas paradas para “molhar a palavra” e pediu para que eu tocasse “Stairway to heaven”, do Led Zeppelin. Como a música tem esse poder de aproximar as pessoas, em pouco tempo estávamos enturmados.

A segunda vez que a gente se encontrou foi na pizzaria de dois amigos que temos em comum. Eu estava com o pessoal da Rota fazendo um samba quando ele chegou com a sua família.

Depois nos encontramos de passagem na Praça da Sé, ambos de serviço, numa manifestação grevista. Como ele estava fardado, não reconheci. Tempos depois disse que me achou metido.

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Revendo amigos em Campinas

quinta-feira, julho 3rd, 2008

Acabo de chegar de Campinas, cidade que fica no interior de São Paulo. Morei lá de 1998 a 2000. De vez em quando vou rever os amigos que lá ficaram.

Cidade do interior tem muitas vantagens. Embora Campinas esteja com uma população que já ultrapassou 1 milhão de habitantes, ela guarda algumas características típicas de pequenas cidades. Uma delas é reunir os amigos em pouco tempo.

Cheguei por volta das 11horas. Parei no bar do Savoy, antigo ponto de encontro dos policiais, e liguei para o Subtenente Odílio. Em menos de 15 minutos ele apareceu. Em seguida chegou o Yijider, parceirão de longa data. Fizemos a tradicional festa pelo reencontro e então o Odílio começou ligar para os demais amigos. –“Ô fulano, o sargento Lago esta aqui no Savoy”, dizia a cada ligação que fazia. Em menos de uma hora já estávamos reunidos em 15 amigos. Outros não vieram por estarem de serviço. ( Apenas o Fazani, que trabalha ao lado, aproveitou a hora de almoço para dar um abraço e voltar pro serviço). Passamos o dia inteiro relembrando histórias.

O Dr Rondinelli, que trabalhou com a gente como Soldado, também fez questão de dar uma passadinha por lá para dar um abraço, antes de ir para o seu compromisso no fórum.

No meio da tarde apareceu o De Souza e o seu violão. Então a prosa ficou musicada e se alongou até por volta das 21horas. Estava tão gostoso que vi alguns ligarem para arrumar substituto no bico.

São essas coisas que fazem a gente valorizar cada momento passado na Corporação. Os amigos são jóias preciosas que conquistamos. Um dia encerrará nossa atividade policial, como era o caso do De Souza e do “Shuwisco”, mas a amizade ficará guardada para sempre.

Buscando o sucesso

sábado, junho 28th, 2008

Certa vez ouvi dizer: “Sucesso é o encontro da capacidade com a oportunidade”. Passei a acreditar nisso. Embora para algumas pessoas tenha bastado apenas a oportunidade.

Conversando com um amigo do interior de São Paulo, via MSN, ex-companheiro de patrulhamento na ROTAC, ouvi suas reclamações: “Fico o dia inteiro pensando em uma forma pra acertar a vida, mas não tenho encontrado”. Honesto e trabalhador, meu amigo se referia a idéias que pudessem render-lhe um bom dinheiro, como a que viu na TV onde colocaram poemas no papel higiênico.

Costumam atribuir sucesso a quem consegue amealhar uma boa importância com o que faz, porém terá uma vida pródiga em satisfação quem descobre que as pequenas coisas realizadas, independente do retorno financeiro, são sinônimos de vitória.

Outro conceito errado é o de buscar a confirmação da sua conquista por meio do feedback do público. Para ser bem sucedido não é necessariamente preciso ter reconhecimento das pessoas. O que vale é a sua consciência de que está fazendo uma coisa que te dá prazer. Se alguém te aplaudir por isso, ótimo, caso contrário, você já conseguiu o seu intento, que é proporcionar-lhe a satisfação de fazer o que faz.

O sucesso é saboroso e todos desejam conquistá-lo. O melhor a fazer é ter desejo e prazer nas realizações, assim, se vier, o sucesso será conseqüência.

Novo blog, novo site

terça-feira, junho 24th, 2008

Estou bem satisfeito com a evolução que tenho obtido como blogueiro. Tudo isso devo ao talentoso e incansável Stive. Ele se propôs a ajudar, e eu tenho explorado o dedicado companheiro.

Quem diria que um dia poderíamos interagir com policiais de outros Estados em tempo real? Estive em 1988 em viagem pelo Nordeste. Conheci a maioria das polícias militares dos Estados do Nordeste, nos 40 dias que passei por lá. Hoje preciso apenas de alguns minutos pra fazer uma visita virtual aos mesmos Estados. eita coisa boa. Eita coisa boa…

Também estou prestes a colocar no ar um novo site. Além do site que divulgo meu trabalho artísitico ( www.sargentolago.com.br ), já está em fase de construção o hot site que vou divulgar o meu novo CD: www.profissãocoragem.com.br

Pois é, comunicação total. É assim que a gente se encontra por aqui, nesses endereços. Sejam bem-vindos, a casa é de vocês.

Obrigado stive, pelo blog. Obrigado Souza, pelo site. Pelo hot site o agradecimento vai para Marco Tancreda.

Mano Black, meu amigo.

domingo, maio 25th, 2008

Visitando o site Pensador.info – Frases bonitas pra falar a um amigo, li uma frase que gostei muito:

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Carlos Drummond de Andrade

Sexta-feira estive com um amigo, “Mano Black”, como chamo, ou “Seu Manel”, por ter um tio com o mesmo nome que mora em Niterói/RJ e é chamado assim por seus amigos. A gente se encontrou no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Tínhamos pouco tempo, uma hora apenas. Com sua passagem para a inatividade há 3 anos, não nos vemos mais no quartel, então periodicamente combinamos alguma coisa.

O Mané é aquele cara alegre, com sacadas legais. É difícil vê-lo triste. Temos muitas histórias juntos. Nossa amizade já completou 18 anos.

Em 1993 formamos uma banda de pagode. Todos eram policiais. Doze no total. Estava tão engrenado que quase levamos o título de um festival. Quase porque o grupo se desfez uma semana antes da final, quando todos diziam que ia dar a gente.

Isso abalou nossa relação. Uns culpavam os outros pelo ocorrido. Eu culpava uma outra pessoa por influenciar o Mano Black. Então, pouco preocupado com o samba e muito mais interessado em preservar a amizade, fiz uma canção e cantei pro Seu Manel. Ele se emocionou e terminou ali o esfriamento entre nós. Hoje damos risada do passado e estamos fazendo planos para exercer alguma atividade juntos, pois em breve chegará a minha vez de aposentar.