Archive for março 6th, 2008

Luz no fim do túnel

quinta-feira, março 6th, 2008

Quando eu imaginava que teria que fazer parceria comigo mesmo, no projeto “Rap da Paz - Muito Mais Periferia”, apareceu uma solução.

O primeiro representante da periferia que decidiu engajar no projeto foi Nelson Triunfo. Ele é o precursor do movimento hip hop no Brasil. Mas a parte dele é de dança (chamado de B Boys).

Faltavam os MCs, que são os cantores. E aí tem aquela novela toda que eu já relatei. Ninguém queria se envolver.

Confidenciei a minha dificuldade ao Nelsão e ele prometeu arrumar uma rapaziada capaz de participar e com muita qualidade.

Para a minha felicidade, hoje recebi no quartel a visita dos novos parceiros: O xxxxxx. Um grupo de seis rapazaes, com filosofia totalmente diferenciada da maioria do movimento. Eles aproveitam a batida do rap para xxxxxxxxxx, sem perder a característica da linguagem periférica.. Muito bom mesmo!!! Se quiserem conferir, vale a pena: www.xxxxxxxx.com.br

Na foto acima, dois deles: xxx(camisa azul) e xxxx(camiseta branca).

Essa já esta na data certa. A partir de agora as postagens voltam a normalidade.

Estrela Solitária

quinta-feira, março 6th, 2008


Ainda sobre o fime do Cartola, fiquei dividido entre revê-lo - uma vez que já tinha assistido no cinema - a assistir o jogo entre Corinthians e Palmeiras. Na dúvida, fiquei com um olho em cada canal.

Como Corintiano, não gostei de ver mais essa derrota do timão, porém, não me aborreço mais com os fracassos dos meus times. Afinal, além da equipe de Parque São Jorge, torço para a Ponte Preta e, antes de todos, para o Botafogo Carioca.

Eu tinha 8 anos quando comecei torcer pro Fogão. Foi em 1968, ano do Bicampeonato Carioca. Morava na cidade de Resende/RJ. Recordo-me de ter visto um rapaz enrolado em uma bandeira alvinegra. Fiz ali minha decisão.

Quando o Souza, atacante do Flamengo, comemorou o seu gol contra o Cienciano do Peru, pela Taça Libertadores, e fez alusão ao choro dos botafoguenses após a polêmica final da Taça Guanabara deste ano - que, para minha insatisfação, tive que ver o Valdívia repetir o gesto contra o Corinthians - comecei lembrar de algumas partidas que “em tese” o Botafogo foi prejudicado.

Em 27 de junho de 1971, mais de 140 mil torcedores estavam no Maracanã para assistirem a final do Campeonato Carioca entre Botafogo e Fluminense. Por ter a melhor campanha, a equipe da Estrela Solitária jogava pelo empate. O jogo estava 0×0. Porém, aos 44 minutos do segundo tempo, o árbitro José Marçal Filho deixou de marcar uma falta clara e acabou saindo o gol Tricolor.

O jogador Silveira disputou a bola no alto com o goleiro Ubirajara e fez a carga no botafoguense. O lance aconteceu na pequena área. Na sobra, Lula tocou para as redes e decretou o título para o time das Laranjeiras.

O outro jogo, que me causa mais indignação ainda, é o do Campeonato Brasileiro de 1981. Coincidência ou não, 10 anos depois.

Na semi-final, o Botafogo jogava novamente pelo empate contra o São Paulo, na capital paulista. Havia vencido o primeiro no Rio por 1×0.

Eu já morava em Sampa, mas no dia do jogo estava em Resende/RJ.

No início da tarde fui dar um passeio pela cidade e, não sei por qual motivo, me atrasei para assitir o início do jogo. Andava apressado pelo bairro dos Campos Elíseos quando ouvi muita comemoração de torcedores. Imaginei que fosse pelo início da partida. Logo depois, nova comemoração me fez ter a curiosidade de parar num bar e olhar a TV. Para a minha surpresa, com apenas 18 minutos de jogo, o placar já assinalava 2×0 para o Fogão.

Asselerei ainda mais o meu passo e pouco tempo depois estava na casa dos amigos que me hospedavam. Ainda deu tempo de ver o São Paulo diminuir, com um gol de pênalti convertido por Serginho Chulapa. No intervalo, seguranças do time paulista cercaram em tom de ameaça o árbitro Bráulio Zannoto. No segundo tempo, o São Paulo conseguiu virar a partida para 3×2. Anos após o jogo, Bráulio declarou ter sido agredido no vestiário por homens armados, e admitiu ter errado ao não paralisar o jogo ou ao menos relatar o ocorrido na súmula. A verdade é que o cara amarelou no segundo tempo do jogo e os tricolores fizeram o que quiseram em campo.

Nem quero lembrar os casos mais recentes, isso já é o bastante para aborrecer qualquer torcedor ainda que não seja fanático, como é o meu caso. E, assim, vemos nosso time ficar cada vez mais como uma Estrela solitária na hora das comemorações.

4/3/08

Se não ama, porque chama?

quinta-feira, março 6th, 2008


Hoje estive fazendo umas pesquisas sobre artistas e atletas que são ou foram militares. O motivo do interesse ocorreu ontem, enquanto assistia no Canal Brasil ao filme “Cartola - Música para os Olhos”. Nele, foi mencionado que Nelson Cavaquinho era policial militar, da cavalaria. Inclusive, relata uma história interessante em que o referido militar certa vez foi visitar o seu amigo Cartola, no Morro da Mangueira, em horário de serviço. Deixou o cavalo - talvez, comendo algum matinho perto do bar - e entrou para prosear com o compositor. A conversa foi tão animada, regada a biritas, que, lá pelas tantas, resolveu voltar para o quartel, porém não achou seu cavalo onde havia deixado. Como não conseguiu localiza-lo, foi embora a pé. Quando chegou na caserna, para sua surpresa, o quadrúpede estava lá.

Como dizia, o filme me vez ter curiosidade sobre personalidades conhecidas do público que já vistiram uma farda. Antes mesmo da pesquisa, comecei relacionar os que eu sabia. Além do Nelson Cavaquinho, que desacobri, sabia de Martinho da Vila, Nelson Sargento e Oswaldinho da Cuíca. Numa pesquisa rápida, descobri que na Bahia tem um soldado da PM que está fazendo muito sucesso lá. É Márcio Moreno, que tem o título de “Rei do Arrocha” .

Mas, a surpresa maior estava por vir. Não sei se é novidade pra vocês, pra mim era: Jamelão ( o intérprete de samba enredo da Mangueira) foi policial militar no Rio de Janeiro.

Lendo uma entrevista que o cantor concedeu ao repórter Julio Maria, Entrevista publicada no Jornal da Tarde (30/1/06), descobri, inclusive, que ele quer esquecer essa fase. Disse que teve muitos problemas com isso, mas lembra que ele nem saía para o serviço de rua, apenas ficava na delegacia.

Segunto Jamelão, a profissão de policial é muito ingrata, “ninguém gosta da polícia, mas na hora “H” nêgo grita “polícia, socorro!” Se não gosta, porque chama?” - Sábio Jamelão.

postado em 3/3/08

Estilo e atitude 2

quinta-feira, março 6th, 2008


Então… Recebi a resposta daquele rapper que eu havia falado. O cara é bem famoso por aqui. Como não recebi a ligação imediata conforme prometeu o seu produtor, liguei novamente. A resposta foi…. (suspense) ….. “não”.
Nuca comemorei tanto um “não” como esse. Não que eu quisesse essa resposta. Claro, ela já era esperada, mas não da forma que foi dada. Primeiro, o cara teve a coragem de dizer não, o que ja foi uma evolução em relação aos casos anteriores. Segundo, ele foi bem claro na explicação do motivo pelo qual ele não iria aceitar.

Disse que o projeto era legal e que adoraria participar, mas que, pelo fato de fazer shows na periferia e quase sempre sem segurança alguma, poderia ser mal compreendido por algum fã - que leva vida em atividades duvidosas - e, com isso, ter consequências que pudessem colocar a sua segurança em risco. Então, compreendi a sua situação e fiz questão de parabenizá-lo. Para mim ele teve atitude… com muito estilo.

Como a informação de tudo que escrevi acima veio por meio de seu produtor e eu, realemnte, fiquei comovido com a postura do artista, solicitei ao seu interlocutor que cme colocasse em contato com o próprio para que eu pudesse agradecer a atenção e elogiar a sua postura diretamente. O Produtor pediu para eu retornar a ligação em minutos para que ele pudesse solicitar a permissão do artista para eu entrar em contato com ele. Alguns minutos depois liguei pro produtor novamente e ele me informou que o celuar do artista estava ocupado, mas que assim que desocupasse ele me daria um retorno., Mas isso não aconteceu. Cheguei a outra conclusão: Os rappers falam muito ao telefone.

2/3/08

Estilo e atitude

quinta-feira, março 6th, 2008


Estou nessa caminhada de fazer música há algum tempo. No próximo CD, que lanço em maio agosto desse ano, terei a particiáção de vários artistas. tem alguns renomados de muito sucesso, outros, também com sucesso, contudo, sem o mesmo peso no nome. Mas todos foram de uma gentileza incomum quando receberam o convite para participar do meu projeto. Alguns viraram amigos mesmo, de frequentar a casa e tudo o mais.

Recentemente tivemos a Virada Cultural aqui em São Paulo. Nela a Polícia Militar teve alguns problemas com os frequentadores de um show de rap. No dia seguinte as manchetes dos jornais evidenciaram a atuação da PM de forma negativa, como é comum nesses casos. Ouvidos, alguns rappers repetiram o velho discurso de que existe preconceito contra a periferia.

Estava trabalhando na Diretoria de Ensino quando recebi a determinação para elaborar um trabalho que possibilitasse o estreitamento das relações entre as duas partes.

Aproveitando a sugestão que um conhecido cantor de rap deu na televisão, para estarmos juntos e sem conflitos, procurei o referido e fiz a proposta para acharmos juntos a solução. Nada melhor do que eles para nos dizer o que lhes afeta e, assim, chegarmos ao entendimento, com atitudes de colaboração das duas partes. A proposta de fato foi feita ao seu assessor que se encarregou de informá-lo. Para mim estava muito claro que seria mole resolver a questão, uma vez que as duas partes estavam com interesses comum. Porém, foi inocência minha. Nem o cantor e muito menos seu assessor me deram uma resposta.

Inconformado, procurei um primo do rapper (artista também e meu amigo) para que intermediasse e explicasse melhor quais eram as intenções, mas ainda assim não quis me receber.

De repente aquela pessoa não estava interesada em ajudar, embora tivese falado num extenso programa de TV sugerindo algumas soluções superficialmente. Então, saí a procura de outro representante da periferia para que me auxiliasse nessa tarefa.

Cheguei ao nome de um conhecido poeta, que fez carreira retratando o povo da sua comunidade. Quem me sugeriu e “garantiu” que se tratava de uma pessoa arejada e que certamente deveria aceitar foi uma cineasta, que conheci quando lhe prestei uma assessoria tecnica para um filme que estava produzindo. Ela já havia me dado o número do telefone do poeta quando achou mais prudente avisá-lo que eu ligaria. Pouco tempo depois, muito constrangida, disse que não deveria ligar, sem, contudo, se estender na explicação da negativa.

Mas sou brasileiro, não desisto. Recorri a um jovem cantor de rap que eu havia dividido o palco com ele num show que fizemos para a ONG “Sou da Paz”. Depois daquele evento fiquei impressionado com a sua postura serena, cantando coisas de amor e falando dos problemas sociais sem a agressividade costumeira nessas músicas e até fiquei acompanhando a sua trajetória pela internet. Liguei para ele, disse que admirava o seu trabalho e expliquei o projeto. Prontamente agradeceu o convite e se comprometeu a participar. Para minha desilusão, apesar de ligar um dia antes para confirmar o compromisso e no próprio dia para certificar se ele sabia o endereço, não apareceu. Pior, recusou-se a atender todas as ligações que eu fiz para o seu celular e um telefone fixo. Apenas respondeu meu e-mail quando, dois dias depois, escrevi dizendo meu desapontamento. Isso porque ele deve ter se sentido ofendido. Eu disse que não adiantaria ter mensagens de porotestos nas letras se no dia-a-dia a postura fosse incoerente com as mensagens. Seriam palavras vazias jogadas ao vento. Disse exatamente isso: “O estilo não é nada se não houver atitude”.

Frustrado, mas sem desistir, achei o site de outro rapper. Já falei com o assessor dele que ficou de me dar uma resposta de imediato. Já se passaram 4 dias, mas como não sei qual o seu conceito de imediato, vou dar mais uma ligadinha e saber o que houve. Depois conto o desfecho.

Uma coisa eu já sei, ou melhor, estou concluindo: Se acabar a polícia também acaba o rap, pois o que os mantém em atividde é a crítica destinada a nossa corporação.

29/2/08

Decidindo

quinta-feira, março 6th, 2008


Quando criei esse blog, não tinha em mente exatamente qual era o propósito dele, mas agora ja sei.

Como adolescentes que possuem diários, acho que ter um virtual seria bom para deixar registrado algumas experiências.

Sempre que tenho alguma situação que me conduz a reflexão escrevo em algum lugar. Depois, fica esquecido e não me recordo onde coloquei. Na verdade, nem tenho mesmo interesse de rever aquele escrito. É apenas um desabafo mesmo. Penso escrevendo, ou escrevo pensando, sei lá.

O que motivou o meu retorno nesse blog foi o fato de estar vendo TV (canal Brasil - na NET) e assistir o Menescal e o Oswaldo Montenegro fazendo um som. Era Benjor, País tropical! Estava tão gostoso o som deles que imaginei.. poxa, eu deveria ter me dedicado mais a tocar violão. Sempre fui tão paixonado, porque não fui mais aplicado no aprendizado?

Pois é, esses questionamentos sempre remetem a uma série de desculpas. Se a gente der vasão a eles, começa a achar que tivemos menos chance que os demais, que somos vitimas de alguma coisa etc e tal.

Mas, não que eu queria somente, no fundo, posso sim me justificar.

Sempre fui guerreiro nos meus ideais e convicto de minhas atitudes. A minha bandeira de guerra sempre esteve hasteada quando era para defender as coisas que acredito. Trabalhei muito para isso, aliás, ainda continuo trabalhando. Sem pieguice, pq acaba parecendo, mas o pouco que acho que posso oferecer, sempre ofereci. Pouco no contexto universal, para mim era o meu muito. As vezes, com custo de sacrfícios.

Me recordo que em 1996 fui para a colônia de férias dos Cabos e Soldados em Itanhaem. Foi uma recomendção médica: “Meu filho, fique alguns dias caminhando pela areia e relaxe o máximo que você puder.” Estava estressadissimo. Então, peguei algumas roupas, um gravador de mão, o violão, uma garrafa de conhaque e fui cuidar de mim.

Cheguei no final da tarde. Me condiuziram ao apartamento e passaram as orientações do local em relação a horário de silêncio, refeições etc. Tomei um banho, deitei na cama e abria garrafa de conhaque. Fui dando umas talagadas (confesso que não sou apreciador da bebida, mas, quando fui comprar, era a que o meu dinheiro poderia levar) peguei o gravador e comecei a falar. Não me recordo exatamente quanto tempo fiquei falando, apenas lembro que acordei no dia seguinte com metade da garrafa vazia, a bateria do gravador ( que estava ligado) bem fraca e uma baita dor de cabeça e sede. Então tomei um banho, abri porta do apartamento e dei de cara com a pessoa mais maravilhosa que poderia naquele momento. por uma incrívl coincidência o pai do capitão rivaldo, meu aprceiro, estava hospedado no apt da frente com sua esposa, dona Alice. Então, Sr Luiz foi meu terapeuta naqueles dias. Voltei de lá remoçado.

Bem, mas essa história toda foi porque não consigo tempo para me dedicar ao violão e a outras coisas que gostaria.

O trabalho no quartel e outras atividades que desenvolvo tem cosumido meu tempo… e isso as vezes me deixa com a sensação que o tempo passa e não estou fazendo as coisas simples que me dão tanto prazer tanto quanto as outras…. mas aí eu escrevo e me conforto….

postado originariamente em 7/11/07

Salve! Salve!

quinta-feira, março 6th, 2008


Estou migrando de outro Blog para este. Como era novo no outro, tenho pouca coisa pra transferir. então, não repare pq os assuntos de dias estarão postados como sendo num mesmo dia… depois a coisa vai mudar. Grande abraço a todos.