Novo comandante da Rota

julho 2nd, 2009

telhada

O Tenente Coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada assumiu o comando das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, no final do mês de maio.

Telhada é o que podemos chamar de “polícia de rua”. Sempre foi da linha de frente. Por isso que a sua assunção é bem vinda pelos policiais e pela população.

Ter um comandante que conhece a língua do patrulheiro faz toda a diferença. Embora no passado ficássemos decepcionados com bons tenentes de rua que se tornaram coronéis e mudaram suas convicções, acredito que dessa vez não haverá frustrações.

Pra se ter a idéia de quem é o T Cel Telhada, essa matéria no Estadão traça um pouco do seu perfil.

Tive o privilégio de ser comandado por ele em 1989, quando foi meu tenente comandante de pelotão, na Rota Matutina.

Desejo-lhe meus sinceros votos de boa sorte nesse comando.

Fotos gentilmente cedidas: Ivan Monticelli

De vento em popa

julho 2nd, 2009

Na rádio Nova Guaçu

Na rádio Nova Guaçu

Tenho experimentado novas experiências. Meu público, cada vez mais, tem se diversificado. Confesso que devo creditar a musica “Profissão Coragem”. Ela tem estreitado meu relacionamento com outros profissionais da segurança, sobretudo com os das guardas municipais. Aliás, estou tendo a satisfação de descobrir a intensidade da motivação e da integração entre os guardas municipais. Eles realmente vestem a camisa,  demonstrando seu orgulho pela profissão dando saudações “Azul marinho”… Parabéns a todos, é esse o caminho. Por isso também têm o meu respeito e a minha admiração.

Por outro lado, tenho ganhado apoios maravilhosos na divulgação do meu trabalho. São emissoras de rádio que tocam a minha música, matérias em portais, blogueiros que reverberam a minha mensagem, como é o caso da paranaense Lilian Tamanini no “Blá, um bom papo”, enfim… O trabalho segue de vento em popa.

Com o Cmt Adorno da G M de Mogi Guaçu/SP

Com o Cmt Adorno da G M de Mogi Guaçu/SP

Jovens e brilhantes policiais

junho 27th, 2009

Estou acompanhando e também participando da evolução da blogosfera policial. Aumentou o número de policiais que se utilizam do blog para expor as suas idéias e debater segurança pública.

O assunto inclusive foi tema de estudo da UNESCO/ONU,  que tem a parceria do Centro de Estudos em Segurança Pública e Cidadania – CESEC, que recentemente realizou uma pesquisa para conhecer melhor esse fenômeno.

Alguns policiais têm se destacado nesse trabalho. O Tenente Alexandre, da PMRJ (Diário de um PM); o Tenente Danilo, da PMBA (Abordagem Policial) e o Soldado Robson Niedson, da PMGO (Diário do Stive), que inclusive é a minha referência, além de ser um especial parceiro nessa missão.

No início desse ano tive a grata satisfação de conhecer essas três feras numa feira de informática aqui em São Paulo. Fiquei bem impressionado com a maneira inteligente que esses jovens policiais têm dedicado seus talentos em prol da causa pública. Como consta nos textos padronizados de elogios na caserna, são exemplos dignos de serem seguidos.

Niedson, Alexandre, Lago e Danilo (da esq para dir)

Niedson, Alexandre, Lago e Danilo (da esq para dir)

Uns se excitam, outros gozam

junho 22nd, 2009

funk-baileFoi assistindo a um documentário na TV Cultura de São Paulo (Sou feia mas tô na moda, de Denise Garcia), que comecei uma reflexão sobre o funk carioca.

Enquanto a juventude da periferia se diverte com o ritmo alucinante do gênero - com menções explícitas de sexo e, no caso do proibidão, com apologia ao crime - esquece de observar a carência em que vive a sua comunidade, logo, deixa de reivindicar seus direitos de cidadãos. Isso resulta numa tranqüilidade para os políticos que não se sentem pressionados a fazerem suas obrigações, e num marketing eficiente para o tráfico (que têm dizimado precocemente muitos).

Esses fenômenos se apresentam com freqüência, sempre em temas de apelo popular (futebol, carnaval etc). Erroneamente o povo envolvido acha que é um “lenitivo”, quando na verdade é apenas uma viseira que não deixa olhar para o que o sistema não quer que seja visto.

Entre os depoimentos, um MC falou emocionado sobre a situação em que viveu com seus dois filhos dentro de um táxi. O motorista se recusou a entrar na Cidade de Deus. Claro, ele ficou com medo de ser assaltado lá dentro, afinal, o filme homônimo só mostrou violência sobre o local.

Outras moças também disseram que não conseguem emprego quando falam que moram naquele lugar. Pois é, mas quando o filme foi rodado lá a comunidade deu o maior apoio. Ficaram até orgulhosos ao verem seus artistas locais na telona, entretanto ninguém avaliou os prejuízos que isso traria.

Eu tinha dúvidas se a PM de São Paulo deveria ou não autorizar a utilização de fardamentos e viaturas em filmes. Hoje já ficou bem claro que faz bem em manter a restrição, pois só querem fazê-lo para denegrir a imagem. Estava conversando com um cineasta que me disse: “Se não associarmos a policia corrupção e violência não estaremos falando dela”.

“Sou feia, mas tô na moda”

A música de Tati Quebra Barraco é tão equivocada quando a realidade que ela não consegue enxergar… Moda passa, e depois?

Pelas notícias veiculadas, percebe-se que algumas artistas não sabem nem aproveitar o momento, pois fazem investimentos inconsistentes: botox, silicone, plásticas, alisamentos, tudo em busca de uma beleza (será que querem sair da moda?) que um dia vai acabar… É a lei da natureza.

Se tivessem uma visão política bem definida, mesmo optando pelo ritmo como entretenimento, não deixariam de incluir em suas letras os temas mais importantes e que precisam ser debatidos. Também fariam investimentos mais consistentes.

Apesar da excitação que dizem provocar o baile funk, por causa da alienação, essas comunidades carentes não estão gozando do que o Rio de Janeiro tem de melhor.

Moradia aos policiais

junho 19th, 2009

Ontem fui entrevcasaistado em um programa cujo foco é a questão da moradia. Fui com o objetivo de divulgar o meu trabalho musical, mas foi inevitável a abordagem sobre moradia para os policiais.

Frequentemente vemos programas na TV e até mesmo propagandas de associações da PM que falam sobre o assunto. Mostram as péssimas condições em que vivem com suas famílias homens e mulheres, que tem como ofício a responsabilidade de manter a ordem pública.

Vez e outra algum programinha tipo “cala boca” aparece oferecendo casa aos companheiros, contudo, considerando os grandes centros, não são suficientes para atender a demanda. Com isso, cada vez mais, vemos policiais morando vizinhos de favelas, quando não em seu interior.

Acredito que essa questão deva ser uma das prioridades do Estado. Dar condições para que seus profissionais possam oferecer um melhor serviço a sociedade. Isso dá pra ser feito, basta apenas a famigerada vontade política.

Em agosto desse ano teremos a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, conforme tem se empenhado na divulgação a blogosfera policial, em especial o blog Diário de um PM. O tema deve ser bem discutido para que não caia logo no esquecimento e nada seja feito. Quem oferece segurança precisa primeiramente estar seguro, isso é fundamental.

Metade

maio 20th, 2009


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver a verdade.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é o silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que as pessoas que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma pessoa inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é o que sinto.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver a verdade.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é o silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que as pessoas que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma pessoa inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver a verdade.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é o silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que as pessoas que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma pessoa inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é o que sinto.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte da vida nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é o que sinto.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte da vida nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Que a arte da vida nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Metade

Poema de Oswaldo Montenegro

Ser humano, que espetacular!

maio 14th, 2009

santiago1Uma viagem a um lugar desconhecido tem seus atrativos. No meu caso, fui ao Chile. Além do fato não conhecer a arquitetura, as paisagens, o clima, também tinha a curiosidade pela língua. Afinal, todos nós achamos que sabemos um pouco do espanhol, mas na prática temos a certeza de que apenas achamos que sabemos mesmo.

Na chegada, anda dentro do avião, já pude desfrutar da paisagem encantadora da Cordilheira dos Andes. Pena que ainda não era inverno, pois a neve teria sido uma atração a parte.

Foi tudo muito encantador. Santiago é uma cidade bonita e as pessoas são bem receptivas. A comida também é boa, quase sempre baseada em frutos do mar. Também estive em Valparaiso e Viña Del Mar, igualmente admiráveis.

Contudo, o que mais me chamou a atenção nessa viagem foram as pessoas. Logo na chegada, ao pegarmos um táxi para o deslocamento do aeroporto ao hotel, o motorista, um senhor magro, da pele morena e com marcas da idade, cabelos pretos e bem lisos, nariz pontiagudo, foi bem gentil ao perceber que éramos brasileiros. Fez questão de ir apresentando cada local durante o trajeto. Quando perguntávamos alguma coisa em que a resposta fosse “sim” ele dizia: “claro”. Eu achei muito engraçado porque, apesar de ser uma expressão usual e natural, a mim parecia algo como “claro idiota”.

No hotel fomos atendidos por um rapaz negro, muito gentil também, que se encarregou de cuidar das malas e dar várias dicas úteis. Mas, observando bem o seu estilo, concluí que não era chileno. Então fiquei pensando numa forma de perguntar de onde era, mas com a preocupação de não parecer preconceituoso. Nos dias seguintes, já com mais intimidade, descobri que se chamava Prince. Perguntei se era da capital ou do interior, pois foi a forma que achei para, de fato, saber de qual país era oriundo. Foi quando informou ser africano. Tinha vindo do Congo havia quatro anos, com a tia que se casou com um chileno.

Aproveitamos a segunda-feira para conhecer Valparaiso e Viña Del Mar. Ambas distantes da capital por cerca de 120 Km mais ou menos. Alugamos um carro para fazer esse trajeto.

Ao pagarmos a conta num restaurante de Valparaiso, acreditando que já estava incluído os 10% dos serviços, saíamos sem deixar a gorjeta quando nitidamente indignado o garçom bradou: “E a minha propina?” A imagem dele reclamando sua “caixinha” e o termo “propina” para se referir a gorjeta foram bem engraçados também.

Na saída de Viña Del Mar não achávamos a saída para a estrada. Solicitamos informação a um homem do carro ao lado que também estava parado no semáforo. Ele indicou o caminho. Como não atendemos o que disse por falta de interpretação, nos seguiu, mostrou novamente o caminho e segurou o trânsito para que fizéssemos uma conversão. À distância acenamos pra ele ao acertarmos o caminho e pelo retrovisor foi possível observar sua retribuição.

Fomos a vinícola Concha Y Toro. Quem vai ao Chile deve incluir no roteiro a visita a uma vinícola, vale a pena. Após avaliar a melhor forma de transporte concluímos que o táxi era o mais econômico. Aliás, o preço é bem justo.

Ítalo é o nome do motorista que veio nos atender. Bom papo, em poucos metros de trajeto começou falar sobre o seu país, mostrando-se bem interessado pelas questões políticas, de estratégia comercial e de segurança nacional.

Como o percurso era longo, aprendemos muito com ele. Quando ficávamos em dúvida sobre algo que falava, por achar que não tinha entendido, e repetíamos exatamente o que já havia dito ouvíamos a expressão que tanto me fez rir nessa viagem: “Claro”.

Gostamos tanto do Ítalo que ficou acertado que no dia seguinte seria ele que nos levaria ao aeroporto. Despediu-se da gente entregando um pedaço de papel com o número do seu celular: 9-3421644. “No tengo tarjeta”, justificou a falta de um cartão de visita.

Outro ponto turístico de Santiago é o Mercado Central onde tem vários restaurantes, quase todos tendo frutos do mar como base. Logo que chega começa o assédio. São pessoas que ficam convencendo os turistas de que o restaurante que trabalham é o melhor. Oferece como cortesia o famoso Pisco Sour, uma bebida parecida com a caipirinha brasileira, porém, feita com uva. A bebida é muito gostosa… Segundo nosso assessor Ítalo, tanto Chile quanto Peru brigam para assumir a paternidade da invenção.

Após definir que iríamos comer num determinado local, fomos servidos por Natália, que tinha por volta de 30 anos, pele branca, um pouco robusta e com um sorriso tão gentil durante todo o atendimento que foi impossível não observar a sua alegria em servir as pessoas. Por conta disso acabou merecendo uma “propina” diferenciada.

Todas essas pessoas que conhecemos no Chile trouxeram a reflexão de que o melhor patrimônio que um país pode ter é a sua gente. E isso nós percebemos… “Claro”.

Prince, do Congo

Prince, do Congo

Italo, o taxista

Italo, o taxista